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Há uma ortodoxia que está a ser pregada em Cabo Verde para uma entrada imediata do FMI no país, a fim de nos tirar do buraco em que o PAICV, irresponsavelmente nos enfiou. Mas, para um país de desenvolvimento médio e de renda baixa, esta equação deve ser ponderada apenas como último recurso, dado ao impacto das medidas aplicada pelo Fundo Monetário Internacional, todas elas anti crescimento económico. Daí, o dever e obrigação da oposição e da população em geral, pressionar para um debate sério, com todos os prós e contras, que esta decisão pode provocar na economia nacional e na vida das pessoas. Em termos comparativos, normalmente os modelos de ajuste estrutural aplicadas em toda a parte pelo FMI fracassam… temos casos estudos recentes como a Argentina, em que às recomendações do FMI, obrigou a cortes orçamenteis e aumento de impostos… nada melhor para afundar uma nação em deriva, e suplicar revoltas sociais. Em Portugal, também as medidas não são inéditas. Desde 2011, em que o país foi intervencionado, milhares de famílias foram a falência, a economia estagnou, o défice aumentou exponencialmente, o desemprego atingiu níveis recordes, mais de 100 milhões de euros foram cortados aos doentes em medicamentos, aumentou o abandono escolar precoce... Na Grécia, anos depois da intervenção, o país continua a enfrentar o risco de falência eminente, a desconfiança dos mercados e a ausência total de solidariedade dos parceiros internacionais. São estes e outros exemplos que os cabo-verdianos têm que levar para a mesa das discussões como casos estudos a fim de decidir fazer o ajustamento da festa do PAICV com intervenção externa, ou sem intervenção externa. Entretanto, com ou sem intervenção externa, faz parte da ética politica e democrática, entregar o poder ao povo para efetivamente julgar por um lado as consequências politicas da festa do PAICV, e por outro lado, quem dever dirigir politicamente o ajustamento da divida. 

publicado por CABO VERDE NOVOS RUMOS às 15:45

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